Clemente Nobrega, pesquisador de gestão e estratégia, autor de Empresas de Sucesso, Pessoas Infelizes?, entre outros livros, e do site clementenobrega. com.br.

 
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Existe mesmo uma natureza humana média?

Isso nem sempre foi aceito.
Leitores curiosos podem procurar no Google a hsitória mais marcante dessa polêmica,entre com”Margareth Mead+ Derek Freeman”.
Matt Ridley diz (no livro abaixo) o seguinte:



Existe uma natureza humana universal, presente em toda parte e independente de cultura ou grau de desenvolvimento.. Se não houvesse, encontraríamos sociedades em que as mulheres cometeriam assassinato mais freqüentemente que os homens; sociedades em que os velhos seriam considerados mais bonitos que pessoas de vinte anos; sociedades em que riqueza material não traria poder, em que as pessoas não discriminariam estranhos em favor de seus amigos e parentes; sociedades em que os pais não amariam seus próprios filhos..... Não existem sociedades assim... Uma peça de Shakespeare trata de motivações, preconceitos, sentimentos humanos, que são familiares a todos. A esperteza de Iago, o ciúme de Leonte, a vergonha de Malvolio - nada disso mudou em 400 anos. Shakespeare escreveu sobre a mesma natureza humana que conhecemos hoje. Quando assistimos “Antonio e Cleópatra”, estamos diante de uma interpretação escrita ha 400 anos, de uma história de dois mil anos. O amor não era diferente do que é hoje. Não é preciso explicar por que Antonio sucumbe aos encantos de uma bela mulher.
Os fundamentos da natureza humana não mudaram nem no tempo nem no espaço
”.

25/05/2008

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Mediocristão/Extremistão

Bem, o tal cara médio (ver post anterior) define um mercado de massa exatamente porque,sendo médio, ele tem um comportamento previsível, mas é só isso.
Temos a tendência de achar que em tudo tem que haver um “normal”,que as coisas vão se acomodar no “médio”,mas isso é ilusão.Vou explicar.
Os eventos que tendem a influenciar mais nossas vidas hoje, tendem a ser “fora do normal”,“cisnes negros”, na terminologia de Nassim Taleb.Há razões (bem entendidas) para que isso seja assim,mas vou pulá-las para não alongar demais.
Nós,humanos, fomos projetados para viver em ambientes em que as as coisas mudavam muito lentamente. Ambientes ancestrais eram devagar, quase parando.
Havia um “normal”claramente definido. Embutimos em nosso equipamento mental comportamentos para lidar com esse “normal”.Perigos “fora do normal” eram catalogáveis e evitáveis porque eram poucos. Era um tigre,uma serpente traiçoeira,um encontro com outra tribo....Saíamos correndo se desse,se não desse,lutávamos.
Nassim Taleb criou os termos “Mediocristão” e “Extermistão” para falar de nossa obsessão pelo “normal”
O Mediocristão é o lugar em que o médio,o normal e o esperado prevalecem.No Mediocristão não existe um evento que possa mudar as coisas decisivamente.
Por exemplo:pegue mil pessoas e tire a média de suas alturas. Elas se distribuem em torno de uma média. Não é possível encontrar alguém com alturas extremas- 10cm ou 1km.Desvios da média ocorrem dentro de uma faixa muito limitada, e somem rápido à medida que você se afasta dela (média).Não existe a hipótese de que uma única pessoa,ao entrar na amostra,altere a média dos 1000.Ela é estável.
Peso, altura,características físicas em geral... são do Mediocristão. Os comportamentos humanos também são.
Agora considere a riqueza das pessoas.
Pegue ,ao acaso,mil pessoas com graus variados de riqueza e tire a média. Agora chame o Bill Gates. Ele altera a média pra valer.
A riqueza dos indivíduos mora no Extremistão.
Não há limites naturais para eventos no Extremistão.
Ali,um único evento (chamado Bill Gates neste caso) distorce totalmente distribuição.
Se duas pessoas, tomadas ao acaso, têm pesos somados de 160 Kg, pode apostar que os pesos individuais estarão numa faixa previsível- um terá 90 Kg outro 70Kg ou por aí. Pesos de pessoas habitam o Mediocristão.
Mas, se dois indivíduos, tomados ao acaso, têm rendas somadas de 15 milhões de reais, é muito provável que um ganhe R$ 14,99 milhões e o outro seja duro. A riqueza das pessoas mora no Extremistão. Aqui não vale média. Não vale distribuição normal.Não vale Gauss.
O que interessa na vida em sociedade (em negócios também) está ficando cada vez mais Extremistão.
O Google é do Extremistão. O 11 de setembro também. Longe do esperado, do normal. Não há mais o “esperado”.O “normal”,morreu.
Cauda Longa.Longe da média.
Os “Cisnes Negros” de Nassim Taleb habitam o Extremistão.

26/05/2008

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Profissões "escaláveis" ou "não-escaláveis"?
O que é mais inteligente escolher?

Suponha que você é um jovem pragmático,inteligente,estudioso e “ralador”,mas sem especial interesse em nenhuma área específica;sem vocação para qualquer coisa em particular.
Como você deve escolher uma carreira?
Inspirando-se no sucesso de um escritor como Paulo Coelho,ou num jogador de futebol como Ronaldo,o fenômeno (pré-travecagem,talvez)? Na Angelina Jolie?
Ou escolhendo profissões menos charmosas como contador, dentista, consultor, massagista,funcionário público?
Note que não estou interessado em qual profissão é “a melhor”,estou interessado em qual tipo de escolha produzirá um resultado mais previsível,menos dependente do acaso.
Dizem que as melhores profissões são as “escaláveis”,ou seja,aquelas nas quais você não é pago por hora (ou por dia ou por mês)-quer dizer,aquelas profissões em que o seu ganho não é limitado pelo tempo que você passa trabalhando-(ou,o que dá no mesmo,pela quantidade de trabalho que produz).
Uma massagista, um consultor,ou uma prostituta (nenhuma insinuação),tem seus ganhos limitados pelo número de horas do dia.Suas profissões são “não escaláveis”.
A J.K.Rowling (Harry Porter) não tem de escrever um livro de novo a cada vez que um novo leitor quer lê-lo.O padeiro tem que assar um pão novo a cada novo comprador adicional.
Deu pra entender,né?
A turma da auto-ajuda diz que basta sonhar intensamente,ser determinado,cheio de atitude, que você pode ter sucesso em qualquer coisa.Será?
Qual o melhor conselho que se poderia dar àquele nosso jovem?
(resposta no próximo post)

27/05/2008

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Não quero desanimar ninguém,mas já que perguntaram...

Se o jovem do post anterior me pedisse opinião eu diria: minimize seus riscos escolhendo uma profissão “não-escalável". Por quê?
Porque é impossível separar o que foi talento do que foi sorte no sucesso de quem escolheu uma “escalável”. Hein???
Outro jeitos de justificar:
a-Escolher uma profissão "escalável"(para ganhar dinheiro,lembre-se) só é bacana se você tem sucesso. Pode dar certo, mas só se você estiver no lugar certo,na hora certa.
b-Nem todo mundo que tem talento,é competente,”ralador” etc..tem sucesso(claro que depende do que você considera sucesso.Lembre-se de que nosso jovem é ambicioso,ele quer ser “notável”,”superstar”.A chance é mínima porque o acaso conta demais).
c-As pofissões "escaláveis" são mais competitivas .Veja quantos auto-considerados “jovens talentos” acham que ainda serão Bradd Pitt.Estão apenas temporariamente fritando batata frita no MacDonald´s.Temporariamente sabe? Conhece o tipo? O taxista de 50 anos que “jogava melhor que o Maradona”,mas “torceu o joelho no exato dia daquele teste no Flamengo....”.
d- "Profissões escaláveis" produzem injustiças monstruosas,e são muito mais aleatórias. Nelas há enormes disparidades entre esforço e recompensa.Alguns poucos ficam com a maior fatia do bolo,os demais com migalhas...
e-As profissões não escaláveis são povoadas pelos medianos,médios ,medíocres,no sentido literal.Nelas, o mediano coletivo é previsível.
Você nunca vê um contador “hiper-rico” como o Ronaldinho Gaúcho, mas também nunca vê um muito pobre como aquele mendigo que dorme sob a marquise do meu prédio.
Profissões escaláveis têm gigantes e anões,como diz Nassim Taleb.Quer dizer,um pequeníssimo número de gigantes ,e uma multidão incontável de anões.
Aquele mendigo acima queria ser escritor.Achava que tinha histórias e estilo melhores que o Paulo Coelho.Talvez tivesse (não acho difícil) mas...

28/05/2008

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Acho que falar da gente mesmo (como se fôssemos especiais) é ridículo.Mas é terapêutico também.Então,vou falar de mim.

Leitores perguntaram sobre minhas escolhas .
Bem, vou falar só da parte que deu certo (para parecer genial).
Minha história real é,na média, sem nada de especial,como a da maioria. Eu a acho o máximo porque é a que tenho.
Após formado em Física (UFRJ-1974) e mestrado em Engenharia Nuclear (COPPE-UFRJ 1976),fiquei na Alemanha por 5 anos ,como funcionario de uma empresa estatal brasileira(Nuclebrás) que tinha sido criada para implantar o acordo nuclear.
Não fui fazer pós-doutorado não, comecei como “on the job trainnee” em 1977, na KWU-uma subsidiária da Siemens especializada em energia nuclear-e depois virei “advanced trainnee” lá mesmo.
Essa era uma categoria de técnicos estrangeiros, já treinados na KWU, que eles consideravam competentes o suficiente para permanecer lá trabalhando como os físicos ou engenheiros nativos, sem ferir a legislação local.
Saí por frustração. Não conseguia aplicar na Nuclebrás nada do que aprendera e praticara na Alemanha. O Acordo Nuclear Brasil-Alemanha começou a fazer água, e dezenas de (então) jovens como eu,que tinham entrado cheios de gás,começaram a pular fora.
O Edson Bueno-presidente da Amil- a quem eu conhecera no início dos anos 70 quando ele ainda era duro [em Duque de Caxias (RJ)]-me convidou para largar aquilo e ir trabalhar com ele. Estava atrás de gente com “cabeça boa” para fazer a empresa crescer, e não ligava para a formação original do cara.
Hoje-pós IPO da Amil -leio que o Edson é um dos caras mais ricos do Brasil.Visionário ,corajoso e determinado ele é. Sortudo,talvez,também.Mas, claro,nenhum vitorioso admite isso.É sempre mérito.
Comecei na Amil em 1987 com zero de conhecimento/experiêcia em gestão. A empresa faturava uns 20 e poucos milhões de US$, se me lembro. Em 1990 já era diretor.Muito motivado, com muito espaço para crescer profissionalmente, e encantado com o dinamismo da empresa (só conhecia o medíocre mundo estatal), aprendi o ofício em cursos ,leituras e na prática. A idéia do grupo de executivos lá, era levar a empresa ao patamar de US$1bilhão até o ano 2000. Acho que até passou.
Saí da Amil nesse ano (2000) para trabalhar como consultor/escritor/palestrante/blogueiro coisas que me dão (muito, muito, muito) mais prazer do que a (chata) vida de executivo. Dão menos dinheiro também, mas...
Já tinha 50 anos e queria envelhecer segundo MINHA PROPRIA AGENDA. Só isso.
Esse negócio da grana é chato. Não vou cair no grotesco de dizer que não ligo para dinheiro. Ligo e muito. Mas ligo muito mais para ser dono do meu próprio nariz. Liberdade tem um preço que ,até certo limite,estive e estou disposto a pagar.Mas,tem sempre um "mas"...(Continua)

29/05/2008

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Dinheiro, sucesso e heróis... (I)
Indiana Jones e nossas escolhas conflituosas


Por conta dos últimos posts, leitores perguntam sobre escolhas lógicas e racionais.
Não existe isso quando se trata de profissões. Podemos tratar conflitos de maneira lógica (teoria dos jogos), mas a lógica não dá garantia de nada quando o jogo é contra você mesmo.Lógica só dá a garantia da lógica.
Você pode optar racionalmente por ser,digamos, ator (profissão escalável), sabendo de antemão que as chances de sucesso são pequenas. É sua vocação e você não faz essa escolha por dinheiro ou prestígio,só quer estar bem consigo mesmo.
Perfeito,mas não venha depois de alguns anos choramingar,deprimido e revoltado, contra a injustiça de ver gente menos talentosa que você,muito mais reconhecida (rica).
Riqueza não tem a ver,necessariamente, com talento ou mérito. Há um monte de bestalhões ricos (hei,ninguém está dizendo que todos os ricos são bestalhões,hein!).
Antes de tratar do desconforto que é ver gente menos talentosa que você, ser muito mais recompensada , vou dar um exemplo dessa coisa do emocional interferindo no racional aproveitando a estréia do novo “Indiana Jones”.
Esse ainda não vi,mas lembro de um antigo- “Indiana Jones e a última Cruzada".Você viu?


(eu sei,eu sei,"tigela" é com "g".Essa escapou.)

Nosso herói Indiana junto com seu pai(Sean Connery), mais um bando de nazistas (como o cinema criaria seus vilões sem nazistas?) chegam ao local onde está escondido o Santo Graal.
O velho Indiana tinha levado um tiro e sangrava um bocado,só o poder de cura do cálice sagrado poderia salvá-lo.
Num clima de alta tensão, os dois Jones e os nazistas disputam palmo a palmo a primazia de chegar ao cálice. Mas surge um desafio final: há vários cálices no local, e só o cálice certo dá a vida eterna.Qualquer escolha errada conduz à morte.
O nazistão chega primeiro. Escolhe um lindo cálice de ouro cravejado de brilhantes, bebe a “água santa” e morre “aquela morte cinematográfica que é conseqüência das escolhas erradas”-como dizem os autores do livro de onde tirei esse exemplo.
Indiana escolhe um tosco cálice de madeira, mas hesita, com medo de estar escolhendo errado: “só há um jeito de saber”, diz ele. Mergulha o cálice na fonte, bebe, e... (continua)

31/05/2008

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Indiana Jones escolheu certo (que sorte!),mas é um estrategista de “meia-tigela”

Após ter provado a bebida do cálice certo, Indiana Jones leva-o ao velho (esses velhos de hoje, demoram para morrer,sabe?) e suas feridas mortais são imediatamente curadas.
Não quero ser desmancha-prazer,mas Indiana usou a estratégia errada. Acertou por sorte.
Ele deveria ter levado PRIMEIRO o cálice ao pai, sem prová-lo antes. Fazendo assim,se tivesse escolhido certo, seu pai estaria salvo de qualquer maneira; se tivesse escolhido errado, porém... o velho morreria mas ele,Indiana, se salvaria.
Do jeito que agiu, se tivesse escolhido errado, não haveria segunda chance- Indiana morreria por causa do cálice, e seu pai morreria por causa de seus ferimentos.
Agora, imagine algo que não está no filme, mas poderia estar na vida real.


Indiana faz a opção racional que recomendei acima. Escolhe um dos cálices, leva-o PRIMEIRO ao pai ferido, e este ....morre (azar,mas a chance disso acontecer era 50%)
Bem” , pensaria Indiana, “eu tentei. De nada adiantaria eu ter bebido primeiro, por que agora eu e meu pai estaríamos ambos mortos. Tenho certeza de que o velho aprovaria o que fiz. Foi a escolha lógica”.
Indiana tenta racionalizar a situação, mas o ser humano que conhecemos se comporta assim? Analisa racionalmente vários cursos de ação e escolhe – friamente – o mais racional?
A culpa começa a perseguir nosso herói.
Ele sonha toda noite com o velho estrebuchando diante dele. Acorda encharcado de suor. Não consegue,intimamente, convencer-se de que fez a melhor escolha. Entra em depressão. Fica impotente (sem certo exagero dramático essas histórias não têm graça). Começa a beber. A mulher o abandona (ninguém agüenta heróis deprimidos). Procura terapias alternativas. Até (horror!,horror!) busca conforto na auto-ajuda. É o fim.Coitado do Indiana!

01/06/2008

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Dinheiro, sucesso e heróis(II)-
Conhece o tipo (geralmente duro) que diz que não liga para dinheiro?


Quase sempre é mentira. Despeito mal disfarçado.
Mesmo que você negue, que diga que seus valores são outros, que afirme que dinheiro está em segundo plano em sua vida, as chances são de você ficar incomodado com o “riquismo” em seu redor. Veja se concorda.
Você sempre foi bom aluno; brilhante mesmo.
Tem um PhD em Microbiologia (digamos) por uma universidade famosa fora do Brasil, e hoje trabalha numa federal brasileira. Pesquisa e ensino.
Todo dia de manhã deixa seu apartamento (2 quartos ;local não tão nobre), entra no seu Uno Mille 1999 ,e vai para a universidade.
Ao contrário de seus colegas, você cumpre seu contrato de dedicação exclusiva com a Universidade (os demais têm bicos variados ,”por fora”.Você não admite esses arranjos).
Seu apartamento foi financiado em 30 anos pela CAIXA (o sogrão deu a entrada.Você tinha acabado de voltar ao Brasil,mulher grávida, e sem um tostão).Este ano,se der,você compra aquele Golzinho 2002 do sogro.Você é um “ralador” com PhD.
Tarde da noite, quando volta para casa ,se alguém pergunta se teve um bom dia, você se sente mal:claro que você não teve um bom dia!Seus alunos são umas bestas (só querem passar de ano,não lêem nada do que você recomenda e ainda vivem comentando o “Big Brother”) .
No laboratório você não descobriu nada.Você não é mecânico ou encanador. O seu “não descobrir nada” é útil porque contribui para um processo de descoberta mais amplo.Você passa a saber onde não procurar, e outros pesquisadores, tomado conhecimento de suas “não descobertas”,evitam repetir os seus experimentos.
Um pesquisador escolhe viver um processo sem gratificação imediata. Aposta na possibilidade de descobrir algo grande, mas não tem ilusões:o dia-a-dia é árido e mal remunerado.
Enquanto isso, seu cunhado que é uma espécie de corretor de uma empresa de investimentos, ganha comissões polpudas já há vários anos. Ele é do tipo "boa gente", conversador,expansivo, meio “primitivo”, digamos. Estudou pouco (e mal;colava adoidado) em universidades de segunda,mas está cheio da grana....
Ele está indo muito bem”, você ouve seu sogro dizer, fazendo um nano-segundo de pausa reflexiva,em seguida.Isso faz você concluir que seu sogro está fazendo uma comparação.É uma coisa involuntária,mas ele está comparando você com seu cunhado.
Reuniões de família em feriados podem ser terríveis....(continua)

03/06/2008

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